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COMENTÁRIO DO ESPETÁCULO O CAMINHO PARA MECA

Ver Cleyde Yáconis atuando é um privilégio. E em O Caminho para Meca, a mágica acontece o tempo todo. A atriz personifica uma artista plástica, Helen Martins, que mora num vilarejo da África do Sul. A amiga Elsa (Lúcia Romano) chega de repente para uma visita e encontra o pastor Marius (Cacá Amaral), que está empenhado em levar Helen para um asilo, pois acredita que a artista precisa de ajuda.

O embate de idéias sobre liberdade, racismo, amizade, fé, arte e solidão toma conta da peça escrita pelo sul-africano Athol Fugard. Helen não é bem compreendida pelas pessoas da cidade, que rejeitam suas esculturas, consideradas bizarras e feias. A artista se recusa a ir morar num asilo mantido pela igreja do pastor, já que é feliz sendo independente, apesar de sua dificuldade para enxergar.

A amizade com Elsa é uma espécie de compensação para sua solidão, principalmente depois da morte de seu marido, que nunca chegou a amar. Helen confessa que sentiu alívio após sua morte, para espanto geral dos habitantes do pequeno povoado. O preconceito paira pesadamente sobre o lugar, já que as diferenças não são toleradas. A artista é evangélica, mas deixou de ir à igreja, e o pastor Marius cobra de sua ovelha um retorno arrependido.

Liberdade é a palavra-chave do belo espetáculo encenado por Yara de Novaes, que colocou os atores num cenário-instalação, repleto de objetos feitos com vidro moído e muitas velas. A performance de Yáconis é notável, valorizando cada diálogo escrito por Fugard. A veterana atriz emociona o espectador com o drama de Helen, comum a qualquer ser humano que precisa de amizade, compreensão e amor.

Alberto Nishitani

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