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COMENTÁRIO DO ESPETÁCULO PEQUENOS CRIMES CONJUGAIS
Maria Fernanda Cândido
e Petrônio Gontijo
“PEQUENOS CRIMES CONJUGAIS” É O SUCESSO DO NOVO TEATRO JARAGUÁ

O mesmo sucesso que o Hotel Esplanada fez na década de 20, tendo inspirado Oswaldo de Andrade: ”Ontem à noite eu procurei ver se aprendia como é que se fazia uma balada antes de ir pro meu hotel. É que este coração já se cansou de ser tão só, e quer morar contigo no Esplanada.” O mesmo acontecia com o Hotel Jaraguá, anexo às oficinas de “O Estado de São Paulo”.

Em 1954 todos os convidados, brasileiros e estrangeiros que visitaram a cidade a fim de participar do Quarto Centenário da Cidade de São Paulo, hospedaram-se no Hotel Jaraguá, com entrada pela rua Major Quedinho.

Pertencia ao quadrilátero cultural formado pelo Teatro Municipal, Biblioteca Mário de Andrade, Colégio Caetano de Campos e “O Estado de São Paulo”.

Reformado, agora nos oferece a bela e confortável casa de espetáculos, o Teatro Jaraguá, anexo ao Novo Hotel, com entrada pela rua Marins Fontes, 71.

O novo espaço abriu suas portas com chave de ouro ao apresentar o instigante texto, “Pequenos Crimes Conjugais” de autoria de Eric-Emmanuel Schmitt, um dos dramaturgos mais disputados em toda Europa, Estados Unidos e claro, no Brasil.

Tanto que há 12 anos, em 1995, ”Variações Enigmáticas”, de autoria do mencionado autor, foi montada por Paulo Autran com direção de José Pozzi Netto.

O autor de 41 anos é como vimos, um dos mais encenados. Com “O Visitante”, realizou o que seria impossível; um ferrenho encontro entre o ateu Sigmund Freud, o famoso médico e fundador da psicanálise e Deus.

“Pequenos Crimes Conjugais” vem despertando o interesse de muita gente, como foi o caso de Lulu Librandi, cuja proposta foi inaugurar o belo e novo espaço cultural em São Paulo; O Novo Teatro Jaraguá.

Convidou Paulo Autran para fazer a tradução e adaptação, Márcio Aurélio para dirigir e concretizou uma feliz idéia: unir Maria Fernanda Candido e Petrônio Gontijo, para viverem os protagonistas.

Maria Fernanda Cândido
e Petrônio Gontijo
Eric-Emmanuel Schimitt é um autor dinâmico autêntico e original. Todo mundo ocidental identifica-se com suas obras. Aqui nos revela Elisa e Gilberto, o jovem casal que atravessa uma crise conjugal após uma união de quinze anos, a ação tem início quando Gilberto, escritor e pintor, após um misterioso acidente passa a ter crises de amnésia. O problema neurológico passa a interferir em toda a vida do casal.

Com um tão complexo tema, o diretor Márcio Aurélio, com talento e habilidade, como sempre ocorre em seus trabalhos, aproxima-nos dos problemas do casal, e encontra soluções plausíveis, principalmente no que se refere à conduta dos personagens. Cria momentos de humor, ternura, dramaticidade e beleza estética.

Para criar personagens tão enigmáticos e ao mesmo tempo próximo dos problemas contemporâneos e portanto de nossa realidade, o texto e diretor exigiam intérpretes de grandes recursos e tipos físicos definidos e com muito carisma.

Maria Fernanda Cândido e Petrônio Gontijo
É o caso de Petrônio Gontijo vivendo Gilberto. Ator de inúmeros trabalhos, principalmente no teatro como, por exemplo, o jovem de “Caixa Dois” de Juca de Oliveira ou “Acorda Brasil” de Antonio Ermírio com direção de José Pozzi Neto, surgindo agora com uma criação surpreendente. Mostra-se soberbo, com técnicas necessárias para viver a difícil personagem. Com muita força, carisma e presença, cênica é o intérprete ideal para viver o personagem.

Maria Fernanda Cândido nasceu em Londrina no Paraná, onde fez seus primeiros estudos e manteve estreito contato com os Festivais Internacionais de Artes Cênicas. Fisioterapeuta, sempre soube que seu lugar era no teatro, cinema e televisão. Beleza única no mundo dos espetáculos, viveu uma seqüência de personagens de época. Agora está no papel que exige o máximo de seu talento, corresponde plenamente. Vivendo nos últimos anos entre Paris e o Brasil e saindo a menos de um ano da maternidade, agora em “Pequenos Crimes Conjugais”, revela-se plena como intérprete, indo da imensa ternura inicial, até atingir momentos de grande dramaticidade. Todas essas qualidades podem ser observadas e captadas em sua criação, ao viver a personagem Lisa. Adequado e esteticamente belo o cenário de Isay Weinfeld, criando um espaço perfeito para tão primorosas interpretações. Bela a iluminação de Márcio Aurélio. Esplendorosa e supervalorizada as criações de Giorgio Armani e Empório Armani.

Bem vinda e oportuna esta produção de Librandi Assessoria Cultural.

Jornalista – MS 4737
Hilton Viana

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